quinta-feira, 27 de março de 2014

Capítulo 2 - O diário fantasma


                                                            Asobo Shio     
Meu nome é Kurama Aina e aos meus quatro anos de idade recebi a herança de minha bisavó, um diário, mas por algum motivo tinha medo de ler ele, acabei guardando ele em uma caixa onde tinha livros e alguns brinquedos que costumava deixar de baixo de minha cama e como era bem desorganizada fui acumulando tanta coisa de baixo de minha cama que me esqueci da existência da caixa, do diário e muitas outras coisas. Demorei nove anos para reencontrar a caixa estava arrumando o quarto para me mudar para Chiba, quando vi a caixa me deu um longo calafrio e depois uma curiosidade imensa, então peguei o diário abri e comecei a ler, a vida dela era calma e feliz até a tragédia da floresta acontecer uma historia tão triste e trágica não aguentei e comecei a chorar, nunca imaginei que ela passou por isso, logo depois de me acalmar pensei um pouco sobre outras historias que nem essa que não foram lidas, que não foram exploradas ou procuradas, esse dia mudou minha vida, me levou para um rumo diferente que não havia planejado para mim.
Passaram-se 11 anos dês que me mudei para Chiba, me formei em jornalismo e arranjei um emprego de escritora para uma gráfica famosa embora a gráfica seja bem reconhecida ela paga um pouco mal para os escritores por isso decidi morar com minha amiga do colegial Koizumi, trabalha com marketing uma ótima desenhista, bem simpática com gostos bem estranhos, ela tem a mania de sair pintando tudo... TUDO mesmo nem o banheiro escapou!! A vida ao lado dela era muito divertida sempre me animando. Hoje oito de outubro faço vinte e quatro anos o mesmo dia da morte de Shio de acordo com o diário de minha bisavó, como estava de folga dormi até tarde e nem vi Koizumi saindo para o trabalho acordei por causa da ansiedade pois Koizumi sempre fazia uma festa doida, da ultima vez ela me fez pular de paraquedas e pediu para o assistente do piloto jogar o bolo foi uma festa nas alturas... literalmente. Meu quarto era no segundo andar do lado do banheiro e em frete ao quarto de Koizumi saindo do meu quarto tinha um corredor pequeno que levava as escadas para baixo enquanto descia as escadas escutei a campainha tocar:
DING DONG!!
Corri para abrir a porta.
-Bom dia Sra. Aqui é a residência de Kurama Aina? (carteiro)
-Bom dia, eu sou Aina. (Aina)
-Gostaria que assinasse aqui - ele puxa de sua bolsa uma prancheta com uma caneta e estendeu para Aina. ( carteiro)
-Aqui está. – entreguei a prancheta para ele, o carteiro encara a assinatura e pega um pacote que estava aos seus pés. (Aina)
-Obrigada pela sua atenção aqui está a entrega. (carteiro)
-Obrigada.
O homem foi andando em direção ao portão, abriu-o e fechou e antes de dar o próximo passo falou virado de costas para mim:
-A propósito Senhorita...(carteiro)
-Oi? Esqueceu algo? (Aina)
-Boa sorte... e .... Feliz aniversario. (carteiro)
E então continuo caminhando mas antes que ele desaparece-se pude ver seu rosto e no canto de sua boca o que parecia ser um riso insano com um olhar morto. Fiquei chocada na frente de casa e perguntando “ Como ele sabia que hoje era eu aniversario” , “O que foi aquilo aquele sorriso que eu vi” bati em minhas bochechas para despertar  peguei o pacote e entrei, o pacote era do tamanho de uma caixa de sapatos só que um pouco maior ela estava toda maltratada e velha cheia de selos e em cima o nome de quem me mando a caixa, quando li minha reação imediata foi largar a caixa no chão e me afastar o nome que estava lá era “ Kurama Yui” minha bisavó!
Peguei a caixa e joguei dentro de meu quarto era tantas informações que tentava analisar que minha cabeça doía sentei no sofá e acabei tirando um cochilo e quando acordei Koizumi estava cantando bem alto (infelizmente seus dons de desenhistas não se aplicava a sua voz) ela estava vestindo um kimono de samurai bem chamativo por causa das cores.
Ela me olhava com um sorriso bem suspeito e estendeu um kimono pra mim:
- A-I-N-A~ (Koizumi)
-... Por que você está vestida assim? (Aina)
-AAHAHAHAHA é uma surpresa agora veste isso aqui vai! (Koizumi)
- Ta bom. (Aina)
-Vai ser animal AHAHAHA. ( Koizumi)
-Pera... não ver ter nenhum bicho ne? Por que da ultima vez fui para no hospital. (Aina)
-Como eu ia saber que aquela cobra era venenosa? Mas não, não vai ter nenhum bicho, agora vai se trocar.
Terminando de me vestir fomos para o carro lá dentro Koizumi me vendo, pelos meus cálculos andamos uns vinte minutos, paramos e Koizumi me ajudo a descer do carro e foi me guiando quando ela tira a venda estava em um jardim japonês tradicional e nele vários de meus amigos e amigas, a festa foi até meia-noite voltamos para casa e fomos dormir mas quando entrei em meu quarto a caixa estava lá onde tinha colocado (jogado), fechei a porta e fiquei encarando ela um pouco respirei fundo e criei coragem peguei o estilete e abri a caixa lá dentro havia duas coisas em comum um diário aparentemente mais velho, uma foto dos quatro juntos e outra foto de uma flor vermelha do lado de um tronco queimado, dentro da caixa também tinha um monte de cartas velhas e um mapa bem velho com gotas de sangue. Primeira mente peguei o diário ele começava do mesmo jeito falando sobre o local em que ela viva sobre seus amigos mas... uma parte estava totalmente diferente:
“Quando cegamos a casa de Shio sua mãe já foi alertando:
-Shio se for brincar na floresta hoje tome cuidado te uns boatos estranhos de pessoas desaparecendo na floresta de noite, então não fiquem até tarde.
-Certo mãe.
Fomos para a floresta, decidimos nos palitinhos quem ia ser o pego, Shio foi a pega ela parecia muito animada, então ela foi até a arvore marcada encostou sua testa nela fechou os olhos e começou a contar quando ela chegou no vinte não tinha mais ninguém ali, e escondi atrás de uma pedra perto de um ribeiro meu coração estava muito acelerado, um tempo depois comecei a escutar passos  fui dar uma espiada para ver se Shio suspeitava que eu estava ali, mas quando olhei era um homem alto usava um casaco azul escuro bem grande ele segurava um machado fiquei totalmente em choque por causa da situação mas logo escutei um grito era Shio!! O homem a encaro como se estivesse surpreso e se destruiu com isso Shio começou a correr pareceu que o homem não pensou duas vezes antes de jogar o machado ele rodopiou e se encravo nas costas de Shio com o susto do impacto gritei o nome dela e corri até lá :
- Shio você vai ficar bem! (Yui)
- Minhas costas estão pesadas ... e dói muito Y..u...i..    (Shio)
- Shio... (Yui)
O homem me pego e me jogou para longe de Shio pegou ela e saiu correndo e assim como ele não pensou duas vezes em jogar o machado eu o persegui sem pensar, O homem entrou no que parecia uma velha igreja totalmente abandonada e de lá dava para escutar varias vozes fiquei olhando para os lados pensando no que fazer quando vi que chegava mais homens encapuzados e eles carregavam Lila e Hayato em seus braços, era muita coisa passando em minha cabeça mas eu sabia que se não mantivesse a calma não veria mais meus amigos então respirei fundo e esperei os homens com Lila e Hayato entrar esperei mais um pouquinho para ter certeza de que não havia mais ninguém ali e entrei na suposta igreja, quando entrei tinha umas cinco entradas duas portas laterais do lado direito duas entradas subterrâneas no final da igreja de lados opostos e uma porta na esquerda era de lá que vinha as vozes fui até ela retirei meus tênis para não fazer barulho e levei ele em minhas mãos, continuei caminhando pelo corredor úmido e sombrio tinha portas ao longo dela mas estavam todas trancadas então minha única opção era seguir em frente chegando ao final do corredor tinha umas escadas para baixo e é nessa hora que você pensa “mas porque as escada sempre tem que ir para o subterrâneo nessas situações? Porque não pode te levar para uma sorveteria?” bom era o que eu pensava no momento tentando tirar a tensão de minha mente enquanto descia pelas escadas cheias de teias abandonadas a anos, o local tinha um cheiro ruim de carniça e pelas paredes tinha o que parecia marcas de algo extremamente afiado cortando tudo a sua frente mas nem queria tentar imaginar o que era só queria e preocupar em achar todos pegar ele e sair deste lugar terminado de descer as escadas me escondi atrás de um muro o local esta chio de encapuzados e no meio do lugar estava Lila e Hayato amarrados e Shio esta deitada em uma mesa do lado e de onde eu estava dava para ver o sangue escorrendo, agachada fui me esgueirando pelas sombras tentando ser rápida e silenciosa consegui ficar de baixo de uma mesa não era grande mas como o local era a luz de poucas velas era escuro o bastante para eu ficar fiquei esperando ali até Lila e Hayato acordarem enquanto isso só podia escutar o sofrimento de Shio , demoro certa de 3 minutos os dois acordaram...”
-Mas pagina está rasgada e o resto também... Isso está muito estranho não estou entendendo mais nada. (Aina)

O que está acontecendo? O que é aquele diário? Nada mais faz sentido para Aina.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Capítulo 1- O abrochar da flor


                                  Asobo Shio

                                 (vamos brincar shio)

Essa historia se passa a muito tempo atrás, ela foi se espalhando através de noticias, rádios e jornais, há pessoas que dizem ser verdade e pessoas que negam essa historia...Mas eu com certeza posso afirma para vocês que coisas obscuras podem se esconder em uma pequena floresta no interior do Japão em uma aldeia chamada Midori (MIDORI:verde) por causa de suas grandes terras verdes cheias de plantações e florestas.

Na aldeia Midori tinha um local mais afastado perto de uma floresta, lá havia uma garota quieta,bonita e tímida com cabelos grandes e marrons e olhos cor de mel, gostava de usar um macacão preto com uma blusa verde que ganhou de seu pai, amava andar de bicicleta pelo arredores e chamar seus amigos para brincar de pique esconde dentro da floresta, essa garota se chamava Shio, ela morava com sua mãe pois seu pai tinha viajado por causa do trabalho que era muito longe e não tinha dinheiro para ir e voltar todos os dias.

Certo dia Shio foi chamar seus amigos para brincar.Não tinha muitos amigos, apenas três:

Ela conhecia Lila uma garota bem chamativa com cabelos bem pretos e olhos pretos brilhantes, era tão brilhantes que parecia uma perola ,  amava vestir vestidos com estampas floridas e quando brigávamos era ela que resolvia tudo para todos nós falarmos uns com os outros. Hayato era um menino muito energético sempre andava com roupas rasgadas pois não adiantava comprar novas ele tinha cabelos ruivos e olhos pretos uma coisa bem incomum na minha aldeia. E eu Yui  uma garota simples, usava short jeans e uma blusa vermelha, gostava de cantar Shio sempre disse que cantava bem.

Chegando em casa com seus amigos, Shio vai direto a sala e se depara com sua mãe vendo uma noticia na TV, Shio nem tem tempo de falar nada sua mãe já vai avisando:

 -Shio... me escute bem, escutei agora no noticiário que tem uma tempestade muito forte vindo ela tem a previsão para chegar de noite então brinque na floresta mas não fique até tarde pois seus amigos também precisam ir para casa.

- Tá bom mãe, teremos cuidado.

A mãe de Shio olhou com um olhar muito serio... como se ela senti-se algo de ruim vindo. Depois de conversar com a mãe dela saímos pela porta do quintal que dava enfrente da floresta, fazíamos como sempre tirávamos no palitinho para ver quem ia procurar os outros, quem pega-se o palito menor era o pego, e pela primeira vez Shio foi a pega ela estava tão entusiasmada para procurar os outros e não demoro, correu para a árvore marcada e começo a contar, nós sairamos correndo e quando a contagem chegou ao 20 não tinha mais ninguém ali só a barulho das galhas se balançando.
Não demoro, cerca de três minutos para me achar, estava escondida atrás de uma pedra na beira de um ribeiro, como tinha sido achada agora era uma pega também e começei a ajudar Shio a procurar os outros, depois de um tempinho caminhando começou a chover forte foi uma questão de segundos e quando percebi já estava toda encharcada, eu e Shio saímos correndo para achar os outros o vento que estava passando entre as árvores era extremamente forte dava a impressão que eram varias vozes sussurrando, no meio do caminha achamos Lila e Hayato correndo, nos juntamos para que ninguém se perde-se e voltamos a correr, a unica coisa que deu para escutar foi um raio que caiu bem perto, um estralo forte e um grito.

Shio grito que se senti horrível com uma dor enorme no estomago e um peso estrondoso sobre suas costas era tão forte que não conseguia se levantar, quando fui perceber tinha um galho grosso e pontiagudo atravessado no estomago de Shio, ela não conseguia parar de gritar de dor e pedir por socorro aos outros, Lila e Hayato por algum motivo me olharam com uma cara horrível e saíram correndo fui a unica que ficou, cheguei calmamente nela e pedi para se acalmar,coloquei sua cabeça sobre minhas pernas, pois ela e eu sabíamos que não tinha mais nada que fazer a não ser esperar por sua morte, escutei uma voz bem fraca me chamando e dizendo:

-Yu....i me faz um favor? Você poderia...cantar para mim...só um pouquinho.

-Mas é claro.-Lagrimas começaram a cair de meu rosto.

Sua voz estava tão fraca quando falou comigo mas mesmo assim com lagrimas no rosto e sobre uma poça de sangue cantei até ela fechar os olhos, e deixando para trás seu sorriso tímido.

Esse é o diário de minha bisavó que herdei em sua morte, nas ultimas páginas tinha duas fotos, uma com os quatro e outra com uma flor branca perto de um tronco, logo tinha assimilado o local de foto com o local da morte de Shio... mas o que isso significa? Porque minha bisa deixo isso comigo?



Obrigada a todos por lerem até aqui este é só o primeiro capítulo de 3 ou 2, espero contar com o apoio de vocês. Muito obrigada Yuki.